O banco.
Sempre estava lá, aquele homem, gordo, deitado naquele banco numa esquina, na frente de sua casa. Por nada levantava dele, nem quando amigos chegavam para conversar com ele, deitado estava, deitado ficava.Não tinha muito sobre que conversar, só duas coisas eram apaixonantes para ele, as loterias e a pesca.
E ali estava ele, quer passasse de dia quer passasse de noite.
E assim passaram-se os dias.Até que certo dia passei por lá e não vi o homem. Ninguém com quem conversar; sobre pesca, sobre loterias, mesmo por que ele não era de muito conversar.
Sinto falta do homem deitado no seu banco.
Agora está lá, só o banco, ninguém senta ou deita nele.








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