Filme de Oswaldo Montenegro
Quando a poesia do dia a dia vai para as telas.
Quando a solidão nos leva a multidão.
Ouvir Oswaldo Montengro é uma viagem. E hoje tive esse privilégio enquanto tomava minha cerveja sentado na minha sala.
E como alguém consegue transmitir tanto brilho no olhar ao falar das coisas mais simples da vida.
Ver ele falar da pureza de um homem que não sabe mentir, tendo de fingir ser outra pessoa, num filme, é poético.
Viagem:
Um homem simples da roça é chamado á fazer um personagem que é cego:
Oswaldo-- Voce é cego.
Não senhor sou cego não.
Oswaldo -- Seu nome é ...
Não é não.
E ri do fato de ter de mentir sobre isso para o filme, e manter o registro desse sorriso no filme.
Ouvir isso me faz lembrar de que há pessoa tão puras ainda no mundo, e quem sabe essa pureza não esteja perdida.
E ao falar de Solidão nos faz querê-la como amiga e distante ao mesmo tempo.
E ao falar do objetivo do filme, mostrar que não tem medo de revela-lo por inteiro, pois não faz isso por dinheiro mas pelo prazer de fazer algo que realmente lhe faça sentido.
Corri para escrever isso antes que a minha solidão me afaste de buscar aquilo que mais quero, e o que busca todos que estão em solidão que é o afeto.
O filme ainda não vi e com certeza talvez não venha a ver nesses confins onde moro, mas se voce o ver me diga o que viu e como viu. Saiu de lá com os mesmos brilhos nos olhos de Oswaldo, ou saiu sentido-se mais sozinho e solitário do que quando viu.
Se voce postar aqui algo sobre o filme com certeza vou me sentir menos solitário.








Comentários