Eu e minha boca grande!

Assisti um desenho hoje que há tempos não assistia, e achei interessante o final, se tratava de guardar segredos.
Como todos nós sabemos guardar segredos é um desafio, mas qual segredo guardar e até quando?
Quando se trata de segredos que envolvem outras pessoas é bom ter tato e cuidado para que não vire fofoca.
Há segredos que não foram feitos para serem guardados.
Tenho uma premissa quando alguém me diz vou te contar um segredo, então já digo : Não conte, é segredo!
Voltando a falar dos segredos que devem ou não ser guardados; muitas vezes guardar um segredo pode por a vida e a felicidade de outra pessoa, ou mesmo a sua em risco, neste caso não é bom guardar segredo, contar com alguém que saiba guardar segredos é sempre bom.
Mesmo que a princípio não pareça ser uma boa ideia, contar um segredo, pode aliviar um grande peso. Além de se contado á pessoa certa, pode ajuda-lo a resolver o problema e ajuda-lo a ver as coisas por outro prisma.
Quando contamos um segredo estamos revelando o que somos no íntimo ao outro, então ao contar um segredo, escolha bem a quem contar.

(Provérbios 11:13)  Quem anda em volta como caluniador está revelando palestra confidencial, mas quem é fiel no espírito encobre o assunto.
Outra coisa que está envolvida em contar segredos é perdoar.
No final do desenho o personagem não consegue guardar o segredo, então todo um plano foi por água abaixo, e como lidar agora com essa infidelidade?
Há dois lados a ser considerado.
Primeiro, do inconfidente, que deixou escapar a confidência, que se martiriza por ter deixado escapar algo que não devia. Lidar com isso é muito difícil, afinal por causa de sua indiscrição outra pessoa pode ser prejudicada de diversas formas. 
Nesse caso não há muito a fazer, é pedir desculpas e tocar o barco, o quanto antes fizer isso melhor será. Ferida tratada logo sara mais rápido, e mostrará ao ofendido que voce não fez por maldade, mas por sua incapacidade de controlar sua língua.

(1 Pedro 3:10, 11) 10 Pois, “aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os [seus] lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom; busque a paz e empenhe-se por ela. 
(Tiago 3:5-10) 5 Assim também a língua é um membro pequeno, contudo, faz grandes fanfarrices. Vede quão pouco fogo é preciso para incendiar um bosque tão grande! Ora, a língua é um fogo. A língua constitui um mundo de injustiça entre os nossos membros, pois mancha todo o corpo e incendeia a roda da vida natural, e é incendiada pela Geena. Porque toda espécie de fera, bem como de ave, e de bicho rastejante, e de animal marinho, há de ser domada e tem sido domada pelo gênero humano. Mas a língua, ninguém da humanidade a pode domar. É uma coisa indisciplinada [e] prejudicial, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos a Jeová, sim, [o] Pai, e ainda assim amaldiçoamos com ela a homens que vieram a existir “na semelhança de Deus”. Da mesma boca procedem bênção e maldição.. . .
Segundo, do ofendido, que agora terá de lidar com algo, que ás vezes pode ser grave, ter se tornado público, e ter muitas vezes de arcar com as consequências dessa inconfidência. Nesse sentido conversar com o ofensor pode e deve, ser a primeira coisa a fazer para se resolver a questão. Entre ambos não postergar pode aumentar o vínculo de amizade e união. entre as partes.
(Mateus 5:23-26) 23 “Se tu, pois, trouxeres a tua dádiva ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem algo contra ti,  deixa a tua dádiva ali na frente do altar e vai; faze primeiro as pazes com o teu irmão, e então, tendo voltado, oferece a tua dádiva. “Resolve prontamente os assuntos com aquele que se queixa de ti em juízo, enquanto ainda estás com ele em caminho para lá, para que, de algum modo, o queixoso não te entregue ao juiz, e o juiz, ao oficial de justiça, e sejas lançado na prisão. Eu te digo categoricamente: Certamente não sairás dali até pagares a última moeda de pouco valor.
 Sim temos uma língua que profere benção e maldição, mas depois de produzir uma maldição por revelar um segredo, podemos proferir bençãos usando a própria língua para resolver o assunto.

O final do desenho foi que achei interessante, o ofensor todo condoído, pois tinha posto todo o plano a perder, agora se lamuriava : "Eu e minha boca grande!" eu tentei tentei mas não consegui guardar o segredo, Timão.
E o ofendido responde: Não fica assim não Pumba, eu vi todo seu esforço para segurar nosso segredo, voce se esforçou ao máximo.





2 comentários

Junior Junior em 14 de julho de 2012 às 16:10

Gosto de pensar que nossos segredos são partes de nós que desejamos expressar, mas temos medo. Algumas vezes nos sentimos prontos para "contar" a alguém aquilo que consideramos necessário de se guardar, mas esse contar já elimina o segredo. O segredo verdadeiro é aquele que nem nossa mente tem permissão para conhecer, ele vive no nosso amago e lá permanece.
É sim bom ter com quem contar, se escolhemos alguém para contar um segredo é um alguém que confiamos. Cada segredo carrega em si uma ótica absolutamente pessoal, o que é um segredo pra mim, pode ser algo a ser revelado por outro.
Não devemos culpar aqueles que não souberam selar os lábios. Pumba se esforçou, fez o que pode para não falar, mas a culpa não lhe cabe, um pequeno segredo de um,pode vir a ser uma enorme confusão para outro...
Eu tenho os MEUS segredos, você deve ter os SEUS... mas nós podemos ter os NOSSOS!

Cat em 15 de julho de 2012 às 15:25

muito bom.... o texto maravilhoso é JJ falou tudo!!!

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