
Como calar a voz interior?
Mas como deixar de responder á esta ânsia de se escrever o que sufoca alma, nos enche de alegria e esperança, de algo que nos revolta ou nos enche de força.
Com certeza o Sábio ao escrever isso talvez já se sentia cansado e realmente havia dedicado sua vida a sabedoria, contudo nós que escrevemos sentimos um desejo incontrolável de dizer a outros o que nos sufoca, em forma de palavras doces, duras críticas, poemas ensaios, ou simplesmente por que não aguentamos mais guardar que temos dentro de nós mesmos.
Como deve ser difícil não conseguir exprimir aquilo que está sufocado?
Lembro-me de uma jovem chamada Loida.
Loida nasceu com séria limitações de locomoção e fala, seus pais amorosos tentaram de todas as formas um contato com Loida nas formas normais de comunicação sem sucesso. Mas sua mãe continuava lendo para Loida na esperança que ela estivesse entendendo. Sua reação a leitura era incomum, mas como entender o que passava dentro dela.
Educá-la fora de casa foi testado sem sucesso, mesmo em condições próprias para isso. Tentar que ela copiasse o que fora escrito era em vão.
Até que um belo dia todos preparavam-se para mudar a decoração da casa. A reviravolta ocorreu quando nossas filhas estavam redecorando o nosso quarto. Antes de tirar o papel de parede antigo, Noemí escreveu na parede alguns nomes de personagens bíblicos, de amigos e de parentes. Por curiosidade, minha filha Rut perguntou a Loida se ela sabia onde estava escrito “Jeová”. Por incrível que pareça, Loida foi até a parede e pôs a cabeça perto de onde estava o nome de Deus. Rut quis saber se Loida reconhecia outros nomes, de modo que fez um teste. Para a sua surpresa, Loida conseguia identificar todos eles, até os que nunca tinha visto escritos antes. Rut chamou a família inteira para ver com os próprios olhos. Loida sabia ler! * g00 08/05
Tente imaginar a cena. Um grito ecoou nos corredores: MÃE...........MÃE.
A mãe veio com os alaridos pela casa, que havia ocorrido, então fica sabendo que sua filha, por quem ela tanto se esforçara conseguia se comunicar por meio da escrita.
Sua primeira mensagem foi: “Estou tão feliz de que, graças a Jeová, agora posso me comunicar.”.
Sua mãe aos prantos pediu desculpas por não entende-la, sua resposta foi: “Você é uma boa mãe e nunca desistiu. Sempre fiquei feliz ao seu lado. Eu te amo muito. Por isso, não chore mais, OK?”
Um escritor muitas vezes se sente frustado por não conseguir exprimir em palavras o sentimento exato que está sentindo.
Veja o caso de Loida. Por exemplo, ela diz que, quando era menor, não gostava de ser abraçada porque se sentia muito frustrada. “Parecia tão injusto minhas irmãs poderem falar e aprender coisas e eu não poder”, ela disse. “Eu ficava muito brava. Havia ocasiões em que preferia estar morta.”
Essa é a frustração de não conseguir muitas vezes exprimir o que sentimos por isso essa ânsia por escrever e tentar achar um jeito de exprimir aquilo que vai no nosso cérebro de loucos pelas letras.
Então, se voce tem uma boa história conte, tem um momento de alegria exprime-a, quem sabe com isso motivará outros a também exprimir isso ajudando outros, ou simplesmente possa por pra fora o que te angústia.
Saber que somos capazes de mover outros a ação deve ser sempre nosso motor de popa para escrever, quando não tiver mais nada a dizer a ninguém com certeza é preferível a morte, pois já estamos mortos em vida.
Enquanto isso vamos escrever livros, mesmo que outros digam que é perda de tempo e um esforço inútil. Esse é o sinal que estamos vivos!!
Assim como a mãe de Loida poderemos ver o brilho nos olhos de alguém, ao ver que aquilo que escrevemos, fez muita diferença na vida de alguém!!
Saio do silêncio da voz para a luz das letras!
Esse texto é uma homenagem aqueles que me incentivaram a escrever http://masoquequeeusei.blogspot.com.br/
http://joshuasebastianduran.blogspot.com.br/







1 comentário
Sempre existiram duas fontes de respostas para minhas inúmeras perguntas; a leitura e o pensamento! Tudo aprimorado pela escrita... parabéns Rui... gostei muito!