A destoada

Seu vestido verde água destoava das demais,
Seu andar destoava das demais,
Seu sorriso destoava das demais,
Seu olhar destoava das demais.
E de tanto destoar, me encantei,
 Me encantei com seu vestido
seu andar
seu sorriso
seu olhar
Me encantei ainda mais, quando uma voz doce
e suave saiu de seus lábios,
Num impeto disse vou me casar com essa mulher.
O vestido verde água
já não existe
o andar já não é o mesmo
o sorriso já marca a passagem do tempo
o olhar é mais de carinho, que de paixão
na voz mostra a maturidade dos dias.
E ainda assim
o andar é o mesmo ao se apressar para mim
o riso, da minha rabugisse ainda é o mesmo,
o olhar de entendimento do meu mau humor também
A voz, é ainda a mesma, ao me chamar
como se fora há muto tempo atrás.
Se não destoasse das demais, eu,  não seria o homem mais feliz do mundo.

Rui R. Santos

1 comentário

Unknown em 29 de dezembro de 2012 às 19:35

Se não destoasse das demais, eu, não seria o homem mais feliz do mundo.

Lindo demais isso!!!

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